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MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo - Clique para voltar a página inicial

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Institucional

:: História

 

1961 - O MAM abriga a III Exposição de Arte Neoconcreta, com participação de Aluísio Carvão, Amilcar de Castro, Ferreira Gullar, Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Lygia Clark, Lygia Pape, Willys de Castro e outros. A mostra é a derradeira do grupo Neoconcreto.

No segundo semestre do ano, o crítico de arte Mário Pedrosa assume a direção do MAM e a direção geral da VI Bienal de São Paulo, última edição organizada sob os auspícios do museu. A exposição dispôs-se com forte caráter histórico e museológico, com salas para a arte religiosa das missões do Paraguai, a arte bizantina iugoslava e a arte de aborígenes australianos, entre outras do gênero.

1962 - “Ciccillo” Matarazzo institui a Fundação Bienal de São Paulo, autônoma, portanto, em relação ao Museu de Arte Moderna, com o objetivo de “promover e patrocinar eventos artísticos e culturais de modo geral e, especificamente, exposições de artes plásticas, as bienais”. É quando o MAM passa a ocupar o terceiro piso do Pavilhão Armando Arruda Pereira.


1963 - Separadas as duas instituições, MAM e Bienal, Ciccillo Matarazzo decide em assembléia extinguir a sociedade que sustentava o Museu de Arte Moderna e realizar doação de todo o patrimônio (avaliado à época em 700 milhões de cruzeiros), acervo inclusive, à Universidade de São Paulo, para a criação do Museu de Arte Contemporânea da USP. Intelectuais e amigos do MAM contrários ao “golpe”, encabeçados por Arnaldo e Oscar Pedroso d’Horta, tentaram a anulação da assembléia, sem sucesso. Em assembléia na Rádio Eldorado, os sócios inconformados anunciam um projeto de resolução que prevê a manutenção das atividades do museu, além de novos estatuto e sede. Entre os signatários, estão Paulo Mendes de Almeida e Mário Pedrosa. Diz o artigo primeiro da ata: “O Museu de Arte Moderna de São Paulo, sociedade civil sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, tem por objetivo constituir um acervo de artes plásticasmodernas, principalmente brasileiras, incentivar e difundir a arte contemporânea”. Durante o período de reestruturação, o MAM teve sedes provisórias no Conjunto Nacional, na avenida Paulista e no Edifício Itália, na região central da cidade.

1968 - Apenas cinco anos depois da perda de seu acervo, o MAM ganha nova sede, sob a marquise do Ibirapuera, obra projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, entre 1953 e 1954. O espaço concedido ao museu, um caixote de concreto batizado de Pavilhão Bahia, fora construído para abrigar exposição sobre o Estado baiano, evento paralelo à V Bienal. O prédio seria destruído logo após o evento, mas perdurou abrigando o antigo Museu do Presépio. Já em 1968, o pavilhão passa por sua primeira reforma, coordenada pelo arquiteto Giancarlo Palanti, de modo a adaptar o edifício às normas museográficas de então.

1969 - O MAM realiza o primeiro Panorama de Arte Atual Brasileira, mapeamento da produção artística emergente no Brasil que mais tarde passaria a se chamar Panorama da Arte Brasileira. A exposição, nascida para ser anual, fora pensada como estratégia de renovação do acervo do Museu de Arte Moderna com obras recentes – fosse por meio de premiações financiadas por patrocinadores ou pessoas físicas, fosse através de doações realizadas por artistas participantes. Além de reconduzi-la ao meio artístico nacional, o Panorama caracteriza a instituição, a partir dali, como um museu fundamentalmente de arte contemporânea brasileira, ou seja, dedicada às realizações do pós-guerra.

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