São muitos dias de andança pelo centro velho de São Paulo. O ponto de partida é a praça da Sé, marco zero, referência das distâncias e encontro dos caminhos. O trajeto parece propor um tour pelas primeiras construções da cidade. Nada mais estranho às intenções do Transeunte - ou antes, às do artista de que é retrato e duplo.
Visto na imagem fotográfica, o Transeunte parece tão vivo e tão anônimo quanto qualquer outro perdido na massa. Mas vivacidade, ironicamente, provém da fixidez em que ele é flagrado a mover-se com a tranquilidade de quem passeia a esmo, sem destino certo, caminhando sobre telhados e descendo arranha-céus. A imagem fotográfica torna-se fantástica, e nesta fantasia não há barreira que não possa ser transposta.
Obras comentadas
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Pazé, Transeunte, 2001
Por: Magnólia Costa




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