O artista Yiftah Peled (Afula, Israel, 1964) é o convidado da primeira edição de 2011 do Projeto Parede, que ocupa o corredor de acesso do hall de entrada à Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo a partir do dia 20 de janeiro e fica em cartaz até 26 de junho. A visitação é gratuita.
Esse Projeto Parede sem título une arquitetura e imagens de pele humana. O espaço é transformado em um orifício onde o visitante entra, tornando-se um performer ao passar pelo corredor.
Lixas vermelhas estão coladas na parede. O piso é revestido por uma composição de imagens de fragmentos da pele do artista e dos funcionários do museu. O projeto inclui a participação de funcionários de todos os setores museológicos. A composição evoca o museu como um organismo que, mais do que uma forma arquitetônica ou um espaço expositivo de paredes brancas, é um lugar constituído por pessoas que nele interagem, é uma composição humana que se torna complexa no encontro com o visitante.
Dessas operações surge um local de “especificidade humana” (human specific). A obra pode também ser considerada como uma alerta sobre a suposta neutralidade das paredes nos espaços expositivos, envolvendo o risco do contato do corpo com a lixa no ato de caminhar dos visitantes. Consumir e ser consumido tornam-se, assim, atos complementares.




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