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:: Exposições Passadas

2011

  • :: Razão e ambiente

    19 ABR - 26 JUN

    Sala Paulo Figueiredo

Pioneirismo brasileiro na utilização de soluções arquitetônicas ecológicas é o mote da exposição Razão e ambiente, com abertura no MAM-SP em 19 de abril (terça-feira), a partir das 20h.

Com curadoria de Lauro Cavalcanti, exposição da Sala Paulo Figueiredo tem como referências centrais os arquitetos Lina Bo Bardi, Sergio Bernardes e Lucio Costa, cuja instalação Riposatevi (1964) ganha remontagem.

O pioneirismo da arquitetura brasileira modernista na utilização de soluções ecológicas e seus desdobramentos na arquitetura sustentável de hoje são o tema da exposição Razão e ambiente, curadoria de Lauro Cavalcanti para o MAM-SP com abertura na Sala Paulo Figueiredo no dia 19 de abril (terça-feira), a partir das 20h. A exposição complementa a mostra da Grande Sala, Morada ecológica, trazendo o debate da arquitetura sustentável para o âmbito do Brasil. São 21 obras contemporâneas, exibidas por meio de projeções, selecionadas por qualidades arquitetônicas que tratam a preocupação ecológica por diferentes aspectos. São homenageados três arquitetos modernos que também abordaram questões ecológicas: Lucio Costa (1902-1998), Lina Bo Bardi (1914-1992) e Sergio Bernardes (1919-2002). Uma parceria com a Escola da Cidade traz quatro Trabalhos de Conclusão de Curso de seus alunos, escolhidos pela qualidade e pertinência ao tema da exposição.

O patrocínio da exposição Razão e ambiente é da Tetra Pak.

O criador de Brasília tem papel central na mostra. Sua instalação Riposatevi, concebida originalmente para a Trienal de Arquitetura de Milão de 1964 e remontada no ano passado na exposição Lucio Costa – arquiteto (Museu da República, Brasília), é um grande espaço em que os espectadores são convidados a deitar-se em redes suspensas, a relaxar dedilhando violões, a ver a mostra por outro ângulo, fazendo ainda alusão à “aplicação de técnicas artesanais em obras de pequeno porte e o uso de elementos construtivos para obter uma adaptação ‘natural’ ao clima tropical”, nas palavras do próprio curador. É também uma sala de exibição de projetos contemporâneos.

A montagem procura subverter a maneira tradicional de exibir arquitetura, substituindo plantas em papel e maquetes por projeções, vídeos, frases e reflexões dos arquitetos contemporâneos, como também possibilitando a imersão do espectador em um ambiente lúdico, sensorial.

Em outros dois espaços, estão fotos históricas e originais de projetos de Lina Bo Bardi e Sergio Bernardes. Estrangeira, Lina Bo Bardi foi precursora em usar elementos populares típicos do Brasil em uma arquitetura que privilegiava não só a forma e a estética mas principalmente a integração das pessoas entre si e com o ambiente.

De forma semelhante, como define Lauro Cavalcanti, “Sergio Bernardes não pensava a arquitetura em termos de prédios isolados”. “Interessava-lhe as relações que eles estabeleceriam no ambiente, assim como fascinava-lhe criar condições de vida humana em meios inóspitos como o fundo do mar, o espaço aéreo, a Antártida e a Amazônia.(...) Nos anos 1990, a aplicação de recursos tecnológicos teve seu foco alterado: a alta engenharia serviria não mais para isolar mas para aproximar homem e natureza, conciliando preservação ambiental rigorosa e ocupação humana.”

A preocupação sustentável da arquitetura modernista brasileira se faz comprovar na utilização de recursos que consideram as características específicas do meio-ambiente local, como o melhor aproveitamento da luz solar, com a criação dos “brises-soleil”, lâminas aplicadas às janelas, que abrem e fecham de acordo com a incidência do sol; a climatização não-artificial para minorar o calor tropical por meio de grandes vãos, de varandas e de aberturas estratégicas; e o uso de matérias-primas naturais locais, como palha, madeira e pedra.

Esses elementos são reapropriados e novas alternativas são criadas pelos arquitetos brasileiros da atualidade. Nomes como Rosa Kliass, Fernando Chacel, o escritório MMBB, Bernardes e Jacobsen, Flávia de Faria, Indio da Costa, Gustavo Penna e Anima Arquitetura propõem, entre outros projetos, a revitalização da região de um córrego em Paraisópolis (SP) e a integração de sua população com o espaço ao redor, como a rede de metrô; a sede de uma companhia mineradora com um enorme jardim que mimetiza uma cratera de mineração recheada pela vegetação (RJ); a implementação do Parque da Juventude, permitindo que as plantas invadam e dominem carcaças de prédios que restaram da demolição do presídio do Carandiru (SP).

Evidenciando o caráter educativo de Razão e ambiente, uma parceria com a Escola da Cidade, faculdade que promove a formação de arquitetos com um olhar inovador em São Paulo, traz para a mostra a presença das novas gerações. Um monitor “touch screen” permite ao visitante acessar mais informações sobre os conteúdos apresentados na Sala Paulo Figueiredo.

Visite o hotsite da exposição.

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