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| selma castro - |
| Mensagem: srs. visitei a exposição na OCA e no antigo predio Prodam e fiquei surpresa com tantos materiais interessantes.Gostaria de participar de oficinas educativas.
Parabenizo pelo novo espaço aberto a exposições do acervo MAM.
agradeço
obs. atuo com voluntária em ONGs .sou estudante de curso de arte no Tomi Ohtake.
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| Resposta: Dentre as diversas e importantes mudanças que ocorreram na arte no século XX, uma das mais significativas foi, sem dúvida, a introdução de materiais nada convencionais na produção artística, a partir do emprego das colagens, em 1913.
Os artistas passaram a incorporar em seus trabalhos materiais e objetos do cotidiano. Esse fato geralmente é responsável pelo estranhamento imediato de alguns espectadores ao se depararem com uma obra contemporânea.
Afinal, aquilo que temos em casa ou vemos na rua todos os dias é obra de arte?
O que fazem os artistas é se apropriarem dessas matérias ou objetos, utilizando-se daqueles significados já intrínsecos a eles para
comporem os seus trabalho. Ou ainda, os artistas podem dar novos significados e novas funções, ou até mesmo tirar a função desses objetos.
Os materiais na arte contemporânea são um meio de expressão e não apenas de representação. Dessa forma, a matéria eleita por um artista para realizar as suas obras está carregada de informações importantíssimas para a compreensão do trabalho e muitas vezes é o ponto de partida, para estabelecemos uma comunicação entre obra e espectador.
Como o MAM é um museu que coleciona obras de arte contemporâneas, você pode encontrar muitos materiais inusitados na produção dos artistas e um mais diferente que o outro. Tem obra feita com lâmina de barbear, com lápis, com jornal, com o próprio corpo do artista, com vaselina, com entulho, com cachaça, com chocolate, com poeira...
Como isso é possível? Só vindo ao MAM para conferir. |
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| Marie - |
| Mensagem: Por que não é possível pôr a mão em todas as obras dos museus? Como sabemos quais são apropriadas para interação física sem a confirmação explícita de um monitor ou orientador de fluxo? |
| Resposta: Não podemos tocar nas obras para a melhor conservação. Nossas mãos contem resíduo de sujeira e gordura que podem prejudicar a obra. Mesmo os profissionais usam luvas apropriadas ao manuseá-las. As obras de arte são extremamente sensíveis. É necessária uma equipe especializada para transportá-las e cuidar de sua conservação.
As obras de arte devem ser tocadas quando o artista sugere e inteiração física do público. Nesse caso, deve ser utilizada uma placa ou uma etiqueta que informe esta permissão. |
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| Mariana Marques - |
| Mensagem: Como vocês educadores trabalham a relação das crianças com as obras de arte, e como nós pais podemos fazer isso no nosso cotidiano? |
| Resposta: A relação das crianças com as obras de arte é permeada por descobertas e novas aprendizagens. É interessante aliar à apreciação e sensibilização do olhar a experiência do fazer. O processo de construção do trabalho possibilita a capacidade de simbolizar e experimentar códigos de comunicação, além de incentivar a construção ativa do pensamento – novas estratégias, antecipações, análise e síntese. As experiências em arte podem incentivar nas crianças descobertas em relação às suas necessidades e, como autoras de uma produção, percebem-se como pessoas capazes de criar. Além disso, o fazer artístico mobiliza as dimensões afetivas, cognitivas e poéticas. As produções de trabalhos de arte despertam processos de escolhas, geram dúvidas, mobilizam novos esquemas de ação originam atitudes. A experiência com diferentes tipos de material (duro, mole, áspero, macio, flexível, inflexível) possibilita desafios: “O que eu posso fazer com isso?”
No dia-a-dia, pode ser interessante disponibilizar para as crianças, juntamente com materiais convencionais da arte, elementos do cotidiano: botões, tecidos, canudos, embalagens, objetos utilitários e etc. O deslocamento na função desses objetos impulsiona novas construções de sentido e formas. Organizando e vivenciando as propriedades de cada material a criança organiza a si mesmo e exercita sua capacidade de projeções e lembranças.
Sempre que for possível, leve seu(s) filho(s) ao MAM e a outros espaços culturais. Apresente a ele(s) também outras linguagens além das artes plásticas: cinema, teatro, música, literatura. Quanto mais relacionarmos a arte com diferentes áreas do conhecimento e quanto mais freqüente for o nosso contato com ela, nas suas mais variadas formas de expressão, mais nos aproximamos da nossa cultura e história. |
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| marcio elizio - |
| Mensagem: saudações. sou coordenador geral da elizio escola de arte, a qual estou ha 6 anos lecionando. criada pelo meu pai e por força de vontade da minha mãe que por sinal é sobrinha do saudoso artista plástico agnaldo dos santos (consagrado e com biografia editada). desenvolvo um trabalho muito importante na regiao sisaleira na bahia. Gostei do site do mam sp parabéns... a arte precisa desta conexão. |
| Resposta: Muito obrigada Marcio. Estamos à disposição! |
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| livia salles dos santos - |
| Mensagem: o que é e como é feita a curadoria educativa? |
| Resposta: A curadoria educativa é desenvolvida a partir dos temas e conteúdos presentes na exposição e busca aproximar o público dos conceitos que permeiam a arte.
O corpo curatorial - composto por curadores e equipe – é o responsável pela escolha das exposições, pela pesquisa e seleção de obras e artistas. Acompanham também o planejamento expográfico (a organização espacial da sala e a localização das obras) e a montagem.
Para cada exposição o Educativo do MAM desenvolve pesquisas, seminários e conversas com curadores e artistas, trabalhando possíveis desdobramentos que contemplem os conceitos abordados. A partir destas pesquisas são criados temas norteadores (recortes temáticos que permeiam o percurso pelo espaço expositivo e relacionam as obras a outras áreas do conhecimento e acontecimentos do mundo) possibilitando uma melhor aproximação e compreensão do público com a exposição.
Faz parte também da curadoria educativa o desenvolvimento de atividades práticas, para que possamos experimentar os conteúdos conceituais da arte por meio de procedimentos que não tem a intenção de se tornar produtos artísticos, mas desenvolver uma prática poética nas diferentes linguagens artísticas. |
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