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1950 - A Diretoria artística do MAM é dividida entre Villanovas Artigas, Álvaro Bittencourt, Sergio Milliet, Jacob Ruchti e Francisco de Almeida Salles. Entre as exposições realizados no ano, destacam-se a Coleção Mário de Andrade e as retrospectivas de Tarsila do Amaral, de Lívio Abramo e de Bruno Giorgi.
1951 - Ocorre a 1ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo , com 21 países participantes. A organização, sob direção artística de Gomes Machado, segue os moldes da Bienal de Veneza, realizada desde 1895. A exposição ocupa edifício adaptado pelos arquitetos Luís Saia e Eduardo Kneese de Mello no antigo Trianon na avenida Paulista. O conjunto de obras privilegia as tendências abstrato-geométricas, dais quais eram expoentes os brasileiros Ivan Serpa, Almir Mavignier, Abraham Palatnik e Antonio Maluf, autor do cartaz da mostra. O artista suíço Max Bill recebe o 1º Prêmio Internacional pela escultura Unidade tripartida e o pintor Danilo Di Prete obtém o Prêmio Nacional de Pintura com Limões.
1952 - O Grupo Ruptura, uma das primeiras agremiações de artistas brasileiros com pesquisas em torno da abstração geométrica, lança manifesto contra o naturalismo e realiza sua exposição inaugural no MAM. Integram a mostra obras de Geraldo de Barros, Lothar Charoux, Waldemar Cordeiro, Kazmer Féjer, Leopoldo Haar, Luiz Sacilotto e Anatol Wladyslaw.
1953 - O aniversário de quarto centenário da cidade de São Paulo é comemorado com uma série de eventos culturais, muitos organizados por “Ciccillo” Matarazzo. O mais badalados deles é a segunda edição da Bienal do MAM, com direção artística de Sérgio Milliet e 33 países participantes. Montada no parque Ibirapuera, em dois pavilhões do conjunto de prédios projetados por Oscar Niemeyer, a exposição trazia, pela primeira vez, salas especiais dedicadas ao cubismo francês, ao futurismo italiano, a Paul Klee, Oskar Kokoschka, Piet Mondrian e De Stijl, Alexandre Calder, Edvard Munch, Henry Moore, James Ensor, Giorgio Morandi, Walter Gropius e Picasso. Por causa da última, ficou conhecida como a “Bienal da Guernica”, em menção à obra do pintor espanhol. O júri, composto por Mário Pedrosa, Herbert Read e Max Bill, entre outros, privilegiou artistas de tendência figurativa, como Rufino Tamayo, Morandi e Henri Laurens.
1954 - O presidente da Filmoteca do MAM, o crítico de arte Paulo Emílio Salles Gomes, organiza a primeira edição do Festival Internacional de Cinema.
1956 - O Museu de Arte Moderna de São Paulo sedia a I Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelo Grupo Ruptura. É o mesmo ano em que o grupo paulista de poesia concreta Noigandres, formado por Décio Pignatari e os irmãos (Haroldo e Augusto de) Campos, publica o terceiro número da revista homônima e outra publicação, esta de arquitetura e decoração, a “AD”, lança edição especial sobre a mostra do MAM.
1958 - O MAM muda-se para o parque Ibirapuera. Primeiro, ocupa o Museu da Aeronáutica e, depois, em 62, vai para o Pavilhão Armando Arruda Pereira, onde está hoje a Fundação Bienal. A catalogação do acervo, iniciada pelo diretor técnico Wolfgang Pfeiffer em 1953, é retomada por Etelvina Chamis, secretária do museu, junto com Paulo Mendes de Almeida.
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1ª Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, sediada no edifício do antigo Trianon, na Av. Paulista
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Lourival Gomes Machado machado assume a diretoria artística do MAM
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Ocorre a segunda edição da Bienal do MAM com direção artística de Sergio Milliet
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