Sem título, 2006. Comodato Eduardo Brandão e Jan Fjeld
Início: 26 jul 2006
Término: 10 set 2006
Sala: MAM - Grande Sala MAM
Descrição: MAM recebe e exibe comodato de obras de Eduardo Brandão e Jan Fjeld
Exposição marca entrada de obras no acervo do Museu; colecionadores doam ainda três obras de José Leonilson; site specific de Guto Lacaz para Projeto Parede abre na mesma data
O Museu de Arte Moderna de São Paulo abre no dia 26 de julho, quarta-feira, às 19h30, a exposição ?Sem Título, 2006. Comodato Eduardo Brandão e Jan Fjeld? com a exibição de 145 obras, de um total de aproximadamente 270 trabalhos da coleção do paulistano Eduardo Brandão e do norueguês Jan Fjeld, iniciada nos anos 80, que entram agora para o acervo do museu em regime de comodato.
A mostra, que tem curadoria de Andrés Martín Hernández (coordenador executivo do MAM SP) e da pesquisadora Carolina Soares, ocupa a Grande Sala com fotografias, gravuras, pinturas, livros de artistas, desenhos e vídeo. Este comodato, o maior recebido pelo museu, reforça o interesse do MAM em preencher lacunas históricas e criar maior visibilidade a seu acervo.
A mostra da Grande Sala é patrocinada pelo Banco Real ABN Amro, Itaú e Votorantim. O Projeto Parede tem patrocínio de Credit Suisse.
A exposição, assim como o comodato, é formada de pequenas antologias, nichos vibrantes da arte contemporânea brasileira. A museografia de Tatiana Ferraz, com o desenho de uma longa parede em zigue-zague, favorece tanto a exibição das obras de parede quanto os tridimensionais, espalhados nos nichos, onde alguns artistas são bastante representados, como José Leonilson (1957-1993) e Geraldo de Barros (1923-1998). Leia abaixo a relação de artistas da exposição e do comodato.
Cinco módulos, sinalizados por variações da cor cinza, podem sugerir ao espectador um roteiro sobre a coleção: (1) Imagens infectadas, (2) Os signos e os sentidos, (3) Evocações e reminiscências, (4) Livro de artista e (5) A vida como mapa. O Mapa como corpo. O corpo como os traços de um jogo. As divisões aglomeram obras que possuem afinidades de abordagens poéticas e/ou técnicas.
A força da exposição é garantida pela qualidade geral das obras e pelas peculiaridades poéticas ? já que o relacionamento afetivo entre os colecionadores e os artistas faz parte da formação da coleção. Todos os artistas representados no comodato estão com obras na exposição.
A curadoria de Andrés Martín Hernández e Carolina Soares salienta, por meio de textos de parede, que tanto a exposição como o conjunto do comodato têm uma relação poética na raiz de sua formação. Artistas cederam obras aos colecionadores como se formassem diários de relacionamentos.
O nome da exposição, segundo a curadoria, remete a terminologia artística. Habitualmente, quando um artista não quer nomear a sua produção, coloca o ?sem título?. Ou pela obra ser auto-suficiente, sem precisar de um nome, ou pelo artista abdicar em indicar um caminho ao entendimento do que produziu. A obra fala por si. A curadoria da exposição quis criar esse paralelo: não há título suficiente para tratar desse comodato e, além disso, reafirma que recortes em torno do comodato serão realizados e apresentados em mostras futuras.
Algumas obras do comodato deverão ser vistas na exposição ?Artefotografia no Brasil: uma seleção do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo?, de 21 de setembro de 2006 a 7 de janeiro de 2007, no Instituto Valenciano de Arte Moderno, na Espanha. As negociações para o comodato começaram no ano passado e tiveram a intermediação do diretor do MAM, Tadeu Chiarelli.
O comodato tem duração de três anos e poderá ser revalidado para período maior de tempo. Esse é o maior comodato recebido pelo Museu. O MAM conta com comodatos de obras de Farnese de Andrade, Carlos Fajardo (escultura vista no Jardim das Esculturas), Ana Maria Tavares, Sérvulo Esmeraldo e da francesa Louise Bourgeois (a ?Aranha?, em exposição permanente, do lado de fora do Museu). O acervo do MAM é formado por aquisições e doações, a primeira em 1967 por Carlo Tamagni.
Eduardo Brandão, 49 anos, atuante como galerista na cidade, é fotógrafo. Jan Fjeld, 46 anos, tem formação em jornalismo e está no Brasil há 24 anos.
Artistas da exposição e do comodato
Adriano Pedrosa, Angelo Venosa, Alex Cerveny, Amílcar Packer, Ana Maria Tavares, Beatriz Milhazes, Caetano de Almeida, Caíto, Carlito Contini, Courtney Smith, Cris Bierrenbach, Cristina Guerra, Daniel Acosta, Daniel Senise, Dora Longo Bahia, Dudi Maia Rosa, Edgard de Souza, Edilaine Cunha, Edouard Fraipont, Eliana Bordin, Éster Grinspum, Flávia Ribeiro, Florian Raiss, Geraldo de Barros, Iran do Espírito Santo, Keila Alaver, Laura Vinci, Leda Catunda, Lenora de Barros, Leonilson, Luiz Zerbini, Luzia Simons, Marcelo Arruda, Marcelo do Campo, Marcelo Zocchio, Marcius Galan, Mario Ramiro, Mônica Nador, Nicolás Robbio, Nelson Felix, Odires Mlászho, Paula Trope, Paulo D?Alessandro, Paulo Portela Filho, Rafael Assef, Regina Silveira, Ricardo Carioba, Rochelle Costi, Rodrigo Cunha, Rogério Canella, Rosana Monnerat, Rosângela Rennó, Sandra Cinto, Sergio Romagnolo, Tunga, Valdirlei Dias Nunes e Vânia Mignone.
